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Δευτέρα 26 Σεπτεμβρίου 2016

Μ’ αρέσεις άμα σωπαίνεις – Πάμπλο Νερούδα

Μ’ αρέσεις άμα σωπαίνεις, επειδή στέκεις εκεί σαν απουσία
κι ενώ μεν απ’ τα πέρατα με ακούς,
η φωνή μου εμένα δεν σε φτάνει.
Μου φαίνεται ακόμα ότι τα μάτια μου σε σκεπάζουν πετώντας
κι ότι ένα φιλί, μου φαίνεται,
στα χείλη σου τη σφραγίδα του βάνει.
Κι όπως τα πράγματα όλα ποτισμένα είναι από την ψυχή μου,
έτσι αναδύεσαι κι εσύ μες απ’ τα πράγματα,
ποτισμένη απ’ τη δική μου ψυχή.
Του ονείρου πεταλούδα, της ψυχής μου εσύ της μοιάζεις έτσι,
σαν όπως μοιάζεις και στη λέξη μελαγχολία, καθώς ηχεί.
Μ’ αρέσεις άμα σωπαίνεις, επειδή στέκεις εκεί σαν ξενιτιά.
Κι άμα κλαις μου αρέσεις,
απ’ την κούνια σου πεταλούδα μικρή μου εσύ.
Κι ενώ μεν απ’ τα πέρατα με ακούς,
η φωνή μου εμένα δεν μπορεί να σ’ αγγίξει:
Άσε με τώρα να βυθιστώ κι εγώ σωπαίνοντας
μες τη δική σου σιωπή.
Άσε με τώρα να σου μιλήσω κι εγώ με τη σιωπή
τη δικιά σου
που είναι απέριττη σα δαχτυλίδι αρραβώνων
και που λάμπει σαν αστραπή.
Είσαι όμοια με την νύχτα, αγάπη μου,
η νύχτα που κατηφορίζει έναστρη.
Απόμακρη και τόση δα και απ’ τα αστέρια φτιαγμένη
είναι η δικιά σου σιωπή.

Μ’ αρέσεις άμα σωπαίνεις, επειδή στέκεις εκεί σαν απουσία.
Μακρινή κι απαρηγόρητη, σα να σε σκέπασε χώμα.
Μια λέξη μόνο αν πεις, ένα χαμόγελο – μου αρκεί
για να πανηγυρίσω που είσαι εδώ κοντά μου ακόμα

Σάββατο 24 Σεπτεμβρίου 2016





 Byzantine painting

Παρασκευή 23 Σεπτεμβρίου 2016

1 – A dança
Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascender da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Se não assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que a tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
2 – Talvez
Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém
soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
rajada de roseira,
trigo do vento,
E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos…
E por amor
Serei… Serás…Seremos…
3 – O teu riso
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera , amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
4 – Quero que saibas uma coisa
Tu sabes como é:
se olho a lua de cristal, os galhos vermelhos do outono em minha janela,
se toco junto ao fogo as impalpáveis cinzas
no corpo retorcido da lenha,
tudo me leva a ti,
como se tudo o que existe:
aromas, luz, metais,
fossem pequenos barcos que navegam em direção às ilhas tuas que esperam por mim.
Agora, bem,
se pouco a pouco tu deixares de me querer
pararei de te querer
pouco a pouco.
Se de repente me esqueceres
não me procure,
pois já terei te esquecido.
Se consideras violento e louco o vento das bandeiras que passa por minha vida
e decidires me deixar às margens do coração no qual tenho raízes,
lembra-te
que nesta dia,
a esta hora
levantarei os braços e minhas raízes partirão em busca de outra terra.
Mas
se em cada dia,
cada hora,
sentires que a mim estás destinado com implacável doçura,
se em cada dia levantares uma flor em teus lábios para me buscares,
oh meu amor, oh minha vida,
em mim todo esse fogo se reacenderá,
em mim nada se apaga ou se esquece,
meu amor se nutre do seu, amado,
e enquanto viveres
estará em teus braços
sem deixar os meus.
Todos os poemas são de PABLO NERUDA!!

O teu riso
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Pablo Neruda






Castles of France

Unknown piramides in Soudan

Πέμπτη 22 Σεπτεμβρίου 2016

Letters from war
The grass covers the prairies, 
The bean bursts noiselessly through the mould in 
the garden,
The delicate spear of the onion pierces upward, 
The apple-buds cluster together on the apple-
branches,
The resurrection of the wheat appears with pale 
visage out of its graves,
The tinge awakes over the willow-tree and the 
mulberry-tree.

In the silvery river—in it the splashing horses, 
loitering, stop to drink;
 
Behold the brown-faced men—each group, each person,
 
a picture—the negligent rest on the saddles;
 
Some emerge on the opposite bank—others are just
 
entering the ford;
 

The guidon flags flutter gaily in the wind.
I think that the history repeats. That is not good.

"Cavalry Crossing a Ford" It is a very human scene in the war. In Greece during the first world war we have same scenes of innoccent people who went in the river to drink water and died. Samarakis a Greek writer write a book about it.




Related Poem Content Details

The birds have flown their summer skies to the south, 
And the flower-money is drying in the banks of bent grass 
Which the bumble bee has abandoned. We wait for a winter lion, 
Body of ice-crystals and sombrero of dead leaves. 

A month ago, from the salt engines of the sea, 
A machinery of early storms rolled toward the holiday houses 
Where summer still dozed in the pool-side chairs, sipping 
An aging whiskey of distances and departures. 

Now the long freight of autumn goes smoking out of the land. 
My possibles are all packed up, but still I do not leave. 
I am happy enough here, where Dakota drifts wild in the universe, 

Where the prairie is starting to shake in the surf of the winter dark.